segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Armário cápsula ou como reduzir uma mala para 30 dias fora de casa.

Conheci a onda de armário cápsula com uma amiga, a Manu, que publicou uma matéria no facebook. Parecia que tinha sido pra mim. Eu tava sofrendo por dentro pensando em como iria fazer para carregar tudo que eu precisava nas férias. E eu não podia levar muita coisa porque além da mala eu ainda ia carregar minha gatinha pra casa de mamis. Comecei a pensar e resolvi levar as roupas que mais uso no meu dia a dia (facilita já que não terei meu armário pra recorrer) e separei por cor. Eu sabia que eu queria muito off white. Eu ando numa paixão por cores claras que nem sei explicar. Escolhi também azul marinho, preto e verde. A única coisa que saiu da cartela de cores foi minha calça rosa do amor.
o armário cápsula é bastante utilizado para uso entre as estações, bem utilizado como um conceito de estilo que se adaptará ao clima. Não existe um limite para a quantidade de peças, mas geralmente para um período de 3 meses se escolhe uma média de 40 peças, contando com partes de baixo, de cima e sapatos. Eu achei uma solução fantástica para se dar uso às peças e ver novas formas de utilizá-las. O primeiro grande passo para montar o armário cápsula é observar a sua rotina e ver que tipo de roupa você mais utiliza. Exemplo: se eu não vivo em balada eu não vou montar o meu com uma quantidade razoável de roupas para esse fim. O mais legal desse conceito é que você consegue definir bem seu estilo, reduzir os excessos, dar novos usos às peças, etc.
Como eu montei o meu: Bem, eu escolhi 20 peças. 12 blusas, 2 calças, 2 vestidos, 1 macaquinho, 1 short e 2 sapatos. Não contabilizei o trench coat e a jaqueta porque eu já tinha levado pra Recife anteriormente e vou escolher apenas um dos dois pra viajar. Essas peças serão divididas em duas partes para as minhas viagens. Quando eu voltar da primeira viagem eu coloco pra lavar as peças e já preencho a mala com a outra parte das roupas e parto novamente. :)
Eu acabei não fotografando as peças escolhidas, mas tirei foto da minha malinha para vocês verem como ela ficou compacta e perfeita para não voltar pra casa após as férias carregando o mundo inteiro. E o melhor: vou viajar sem precisar despachar mala (que na verdade era meu maior objetivo) e vou com a mala quase vazia para caber o trench coat dentro super de boa, além de possíveis comprinhas. <3




Resumindo as dicas para montar seu armário cápsula:

1. Escolha uma cartela de cores
2. Analise o clima e o tipo de roupa que ele exige
3. Analise seu estilo
4. Analise sua rotina
5. Escolha peças que você gosta
6. Defina seu limite de itens - isso vai variar de pessoa pra pessoa, da quantidade de atividades que tem ao longo do dia/semana...

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Auto estima e segurança não tem a ver com o corpo que temos



O último post que fiz aqui, sobre Biquíni x auto estima deu o que falar no facebook - inclusive foi o post mais acessado desse blog tão abandonado. Roubei a frase do título de um comentário de uma amiga. O negócio é que os comentários me fizeram querer escrever sobre o tema de maneira mais aberta. Eu evito ficar fazendo discurso aqui. Geralmente eu levo mais pro meu lado mesmo e englobo o discurso dessa maneira, mas só através de pinceladas.

Eu canso de ver pessoas que emagreceram reclamando do corpo. Eu canso de ver pessoas que engordaram reclamando do corpo. Mas no fim das contas as reclamações sempre existiram, antes mesmo de alguma coisa ter mudado. No fim das contas nós sempre estamos insatisfeitas com alguma coisa. Sempre queremos mudar algo. E não é só de emagrecer ou engordar que estou falando. Tenho amigas brigando com a balança o tempo inteiro. Seja pra o número diminuir ou aumentar. Mas será que o peso é o mais importante? Sinceramente, os números pararam de fazer diferença pra mim. Enquanto não se mudar a cabeça nada será feito. Recentemente perdi 5kg. Sim, eu tinha entrado na academia, mas meu foco não era esse. Eu só soube que perdi porque estava todo mundo comentando que eu estava mais magra. Fui me pesar depois de dias só pra ver se era mesmo. E sim, era. Aquilo mudou minha vida? Não. Em outras épocas eu daria pulos de felicidade. Fui medir minha cintura e vi que tinha perdido 2cm. Fiquei feliz, mas também nem chegou aos pés do quanto eu ficaria em outra época. Por quê estou dizendo isso? Exatamente porque a auto estima e a segurança nada tem a ver com o corpo que nós temos. Mudar o corpo não muda a cabeça.
Lembro quando eu comecei a namorar meu ex e conheci as exs dele. Meo, eu enlouqueci internamente quando vi que todas eram gordinhas. Minha cabeça fervia, eu não aceitava o fato dele ter começado a me namorar pelo meu corpo. Nunca nem cheguei a conversar sobre isso com ele porque eu tinha medo de escutar que ele preferia mulheres gordas. Na época eu não me aceitava ainda e comecei a trabalhar mais o meu emocional e a minha auto estima anos depois. Daí quando me mudei e o namoro acabou, conheci um cara, namorei com ele e ele me dizia abertamente que gostava de mulher igual a mim. Eu já tava em outro nível de aceitação, mas era bem difícil aceitar que outra pessoa só prestou atenção em você pelo seu corpo... again. Pra mim uma pessoa só poderia se interessar por mim a partir do momento que me conhecesse porque por um simples flerte corporal eu achava impossível. E olhe que isso foi ano passado, quando eu já tinha trabalhado bastante minha aceitação/auto-estima. Eu ficava revoltada quando nas pegações da gente ele me apertava, segurava meus pneuzinhos e dizia que amava aquilo. Pra mim era inconcebível! Depois eu me acostumei. Sim, acostumei, não passei a aceitar. Acho que se isso acontecer novamente na minha vida vai ser tão esquisito quanto da primeira vez. Hoje em dia eu já analiso e processo isso melhor (sem viver na pele) porque é natural você ter um tipo definido de atribuições para admirar em alguém.
Eu era tão insegura comigo que eu não conseguia dizer "não" a ninguém, eu tinha que desempenhar o papel de gordinha legal porque senão eu achava que ninguém ia gostar de mim. E eu sofri muito com isso. Até que eu aprendi que as pessoas têm que gostar de mim pelo que eu sou, não pelo meu corpo e muito menos porque eu digo sim pra tudo. Era tão absurda a minha capacidade de me submeter a tudo que eu ficava revoltada quando minha mãe me proibia de fazer algo porque as pessoas iam me excluir da vida delas e pra mim era surreal e doloroso não fazer parte de um determinado grupinho. Hoje em dia eu tô cagando pra isso. Hoje em dia eu me permito ser chata mesmo, dizer que não estou a fim, que não vou e fazer cara feia se eu não gostar. E o melhor, quem é meu amigo sabe disso e me aceita exatamente assim! Quando você para de pensar que seu corpo é o controle de tudo a vida se torna bem melhor.

Há um tempo eu escrevi um post chamado Defender o direito de se amar gorda não é fazer apologia à obesidade que serve como complemento do que escrevi aqui agora.

No mais é isso. Finish. Por enquanto.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Biquíni x auto estima

Eu nunca fui praieira, apesar de ter passado boa parte da minha infância em praia, afinal mamis é aloka do mar. Sempre gostei mesmo de piscina. É ver uma e me tremo inteira querendo mergulhar e ficar até sair com os dedos enrugados. Mas isso pouco importa. O que eu quero frisar aqui são os anos que me neguei esse direito por vergonha de expor meu corpo. Primeiro eu não aceitava o fato de ter curvas, mesmo estando dentro do meu peso ideal (aquele do IMC) eu me achava gorda e era taxada de gorda por todos, sofria bullying e etc. A solução foi me esconder. A solução foi me negar o direito de botar um biquíni e curtir a praia/piscina. E quando eu ia, era sempre de short e uma camisetinha, até porque eu não comprava roupa de praia há séculos. Mas aí eu me mudei pro interior e o desejo de ter água por perto explodiu dentro de mim. Decidi, então, ir em busca do meu primeiro bíquini.
Pesquisei inúmeras lojas on-line, achei biquínis plus size lindos, mas tive medo de comprar, de não servir e etc. Eu ainda sou meio matuta nessa onda de comprar roupa pela internet. Até que um belo dia, andando pelo shopping com mamis, resolvo entrar numa loja pra provar um. Dou de cara com um biquíni HOT PANTS e enlouqueço, afinal biquíni de lacinho não rola pra mim. A vendedora me olha da cabeça aos pés e diz: "Só temos grade até o G". Ignoro e vou provar. Paixão define.
Comprei o dito cujo em outubro e usei pouquíssimas vezes. Eu ainda tenho vergonha de me expor. Eu tenho vergonha das celulites, das dobrinhas e acho que todo mundo vai olhar e me apontar. E não, isso não acontece quando você está na praia. Eu ainda tenho vergonha de usar em piscina porque geralmente estou com primos, amigos, etc e o fato de ser pessoas mais próximas me bloqueia. Mas eu venho trabalhando tanto minha auto estima que pretendo avançar nesse campo em breve. Tanto é que hoje, como exercício, vou postar fotos minha de biquíni aqui.






Agora eu só preciso mesmo é aprender a me controlar e dosar a exposição ao sol porque estou aqui toda ardida. Não dá pra recuperar mais de 10 anos de privação em um fim de semana, né?

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Biquíni: Movimento

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Destino: Belém do Pará

Esse post vai fugir um pouco do tema do blog. Apesar de que o Amado Armário é um blog bem pessoal, portanto ficar focada em apenas um assunto não iria funcionar por muito tempo, mesmo.

Bom, eu sempre tive muita vontade de conhecer o Norte do país. Confesso que a vontade era por conta da gastronomia e que eu não fazia muita ideia do que iria fazer além de comer. Esse ano eu decidi realizar esse pequeno sonho - e mais além: foi a primeira viagem que fiz completamente sozinha. Aproveitei o feriadão de Tiradentes e me mandei pra Belém do Pará.

Cheguei em Belém na sexta-feira por volta das 23h num pouso bem turbulento e com um céu carregado de relâmpagos, mas apesar de assustador foi uma das imagens mais lindas que já vi na vida. Fiquei hospedada no Belém Hostel. E eu recomendo muitíssimo! Os meninos (Breno e Fernando) começaram com o hostel há pouco tempo e estão em fase de melhorias constantes. O hostel fica super bem localizado, entre duas avenidas principais, a Presidente Vargas e a Assis de Vasconcelos, e dá pra ir andando tranquilamente para os pontos turísticos, além do bônus de ser bem pertinho do Ver o peso e da Estação das Docas.

Dia 1:

No sábado levantei bem cedo e quando estava pronta para sair, conheci a Patrícia, que estava dividindo quarto comigo. Era o primeiro dia dela para circular pela cidade também, então nos juntamos e fizemos o trajeto turístico da cidade todo à pé e com o GPS nos guiando. Dá pra fazer super de boa, mas não esqueçam de passar protetor solar. Eu fiquei com um belo bronze de macaquito no meu corpo.
Seguimos pela Praça da República/Teatro da Paz para chegar ao Pólo Joalheiro.








De lá seguimos para o Mangal das Garças. Resolvemos não seguir o GPS e ir pela indicação de uma moradora. Fomos parar na orla do Rio Guajará. Coisa linda, gente. Mas tinha um problema: pra chegar ao Mangal tivemos que passar por um trecho que só tinha paredão dos dois lados e era super deserto. O caminho do GPS evitava esse local, mas em compensação não teríamos caminhado pela orla.








De lá partimos para o Complexo Feliz Lusitânia, onde encontra-se a Casa das Onze Janelas, o Forte do Presépio, a Catedral da Sé e outros demais prédios e atrações. É muito pertinho do Mangal das Garças, basicamente só fizemos seguir reto numa rua que mais parecia que eu estava em Salvador/Olinda.







Depois de fazer todo esse circuito estávamos famintas e resolvemos ir para o Mercado Ver o Peso/Estação das Docas para almoçar, mas fomos interrompidas pela tromba d'água diária de Belém, o que atrasou ainda mais nosso almoço quase jantar. Maniçoba, filhote ao tucupi, jambu, camarões e o sorvete mais delicioso desse mundo.



Almoçamos e resolvemos fazer o passeio do entardecer pela orla do Guajará. O barco sai da Estação das Docas mesmo. Compramos os bilhetes com uma hora pro barco sair e resolvemos esperar na Amazon Beer até dar a hora de embarcar. Pena que tava muito nublado e não vimos o sol se pôr, mas o passeio foi maravilhoso ao ritmo do Carimbó.




Depois de tudo isso voltamos ao hostel. Mas tava rolando festinha de aniversário de um dos donos, conhecemos mais uma galerinha que tinha acabado de chegar e enquanto o pessoal se organizava pra fazer um happy hour na Amazon Beer eu fui visitar um ex professor, jogar conversa fora e cheguei nas Docas quando o garçom veio anunciar que ia fechar. Sim, a Docas fica aberta só até meia noite, então se você viaja com o intuito de badalar, corra de lá.

Dia 2:

A galerinha que conheci no sábado à noite ia fazer um passeio pela floresta, navegando pelos braços do Rio Guamá. A agência cobrou R$150/pessoa para fazer o passeio. Eu me interessei em ir, mas tava bem pirangueira, além de que o plano pro domingo era ir até Mosqueiro e Icoaraci passar o dia de borest na prainha de rio. Mas resolvi pesquisar como era a Ilha do Combu e descobri que a travessia para os restaurantes custava míseros R$4/pessoa. Informei aos meninos e já como o cara da agência acabou furando com eles, resolvemos arriscar ir até o ponto de travessia negociar com um morador local para nos levar para navegar pelos braços do rio. Melhor opção impossível. Para fazer o passeio gastamos exatos R$28 incluso a ida e volta para a ilha. Foi o melhor passeio que fiz! Sem planejamento, sem expectativa, sem nada. Eu nem sabia da existência da ilha, afinal. Foi incrível e recomendo a todos!!!












Paramos na Filhas do Combu. Uma mini empresa que produz chocolate orgânico e 100% cacau. Tudo na beira do rio. Lindo, sustentável, delicioso.







Para almoçar paramos no Saldosa Maloca, restaurante mais famoso da ilha. Comemos pirarucu, camarões rosa com molho de pupunha, filhote ao tucupi com jambu. Tudo delicioso!






Voltamos para o hostel e fomos tirar um cochilo para ir a Icoaraci ver o Carimbó, mas tava todo mundo tão exausto que resolvemos ficar a noite pela cidade mesmo. Fomos num restaurante/lanchonete chamado Portinha que é I N C R Í V E L. Eles fazem uns lanches gourmetizado com os produtos locais que é de comer rezando. <3

DIA 3:

Os meninos seguiram para a Ilha do Marajó, mas já como meu voo era na madrugada da terça e eles só voltariam pela manhã porque tem que pernoitar na ilha acabou não rolando pra ir. Aproveitei o dia pra bater perna pelo centro, fazer compras no Ver o Peso e tentar aproveitar a cidade de maneira menos turística.








Já como eu tinha tempo, aproveitei para ir até Icoaraci, já como o Museu Emilio Goeldi estava fechado. Peguei um engarrafamento monstro, mas cheguei. Andei pelo centro e na orla, mas não demorei. Gastei mais tempo me deslocando do que aproveitando a tarde por lá. Na volta eu ia parar na Basílica de Nazaré e no tacacá da Dona Maria, mas dormi no ônibus na volta e só acordei na Estação das Docas e acabei indo pro hostel. Mas a sorte é que a Patrícia estava voltando de Mosqueiro e resolveu parar por lá e pediu um tacacá pra viagem pra mim e eu pude me deliciar.





Finalizamos a noite na Amazon Beer com um pessoal que tinha acabado de chegar ao hostel e finish! Passei a noite arrumando mala e me segurando pra não dormir e não perder a hora de ir ao aeroporto.

Eu recomendo a todo mundo que conheça a cidade. É linda, tem um monte de coisa pra fazer e eu quero voltar de novo! Faltou alguns pontos turísticos, a ilha do marajó e muitas delícias para provar!