domingo, 26 de abril de 2015

A beleza da praticidade: macacão

Aproveitei o feriado para viajar e conhecer um pedacinho do Norte do país. Eu sempre morri de vontade de ir a Belém pra provar todas as delícias de lá. Essa semana postarei aqui o meu roteiro pra vocês.
A semana do feriado foi muito corrida, acabei não planejando minha mala, mas eu tinha certeza de uma coisa: praticidade. Eu queria desprendimento de looks montados, de coisas pensadas demais. Meu foco era outro. Meu foco era curtir todos os momentos que surgissem sem me preocupar se eu tava gatinha, maquiada e de vestidinho rodado com sapato boneca. Pra facilitar montei a mala toda em tons de azul - ando numa vibe in love com o azul - e branco pra não ter trabalho, afinal só tive pouco mais de 1h pra montar a mala. E já como o destino era de calor busquei as peças mais leves e um par de havaianas. Meu sapato de viagem foi um tênis. Nada de salto, sapatilha, rasteirinha. Eu queria bater perna e nada seria melhor que o tênis. Primeira vez que viajei só com um par de sapato e gostei da experiência, mas acho que depende muito do lugar e do tipo de viagem que se deseja fazer.
Além das jardineiras eu não lembro de ter usado macacão em nenhum momento da minha vida. E a escolha se deu antes do boom do macacão por causa da novela. Comprei um na Atitude Plus Size e não desgrudei mais, virou a peça mais usada do meu armário, desde ir ao mercado a ir para uma festinha. Acabei encomendando mais um. E já deixei outro na agulha. Eu sou fã de vestidos, mas encontrei no macacão a praticidade da peça única sem o ônus das coxas raladas ou do bônus de não precisar usar shortinho pra protegê-las. Ok, concordo que não é a peça mais versátil, principalmente para viagens porque não vai render repeteco - num destino frio até rende, mas no calor e na tromba d'água do fim de tarde de Belém definitivamente não rende. E também não é versátil porque limita bastante os looks. O meu conselho nesse caso é optar por uma peça lisa e de tecido mais estruturado, que vai bem em looks diurnos e noturnos - isso se você se importar com a limitação, né? O único problema que encontrei na peça é a dificuldade de ir ao banheiro porque você fica literalmente nua pra fazer apenas um xixizinho, mas isso é o de menos - exceto se você for em um banheiro com o chão todo molhado e tiver que fazer acrobacias para o macacão não bater no chão.
O meu macacão, na verdade macaquito, mas eu acho tão feio esse nome, é feito de sarja acetinada e tem um modelinho com traços de alfaiataria, o que ajuda no câmbio de estilos para a montagem de looks. Optei pela cor azul marinho por ser uma cor clássica. E já como eu não curto muito preto, é uma boa opção de cor escura. Mas o pedido do rosa já foi feito senão não seria eu. :) Já como meu foco era conforto e informalidade, o look está exatamente dentro desses princípios, mas desde a prova que já montei um look balada com a peça e pretendo usar em breve.








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Tênis: Beira Rio

quarta-feira, 8 de abril de 2015

DEFENDER O DIREITO DE SE AMAR GORDA NÃO É FAZER APOLOGIA À OBESIDADE

 Essa semana postei aqui no blog um look com a barriga de fora. Ok, não a barriga toda, mas apenas uma faixa da área do estômago, o que pra mim já foi um grande avanço, afinal. Eu não esperava receber tanto apoio. Tanto é que me limitei apenas a postar as fotos e nada mais além disso, pra não fazer discurso de “ame o seu corpo”, mas após ter sido tão bem aceita pelos amigos resolvi sim fazer um discurso referente a isso.

 Eu já postei, avulsamente, muitos pensamentos acerca da relação com meu corpo no facebook que geraram inúmeros ~pitacos~. Quando eu me valorizo frente ao corpo que tenho e falo disso abertamente não é fazendo apologia à obesidade. Eu passei uma vida inteira me vendo engordar a cada ano, mesmo me exercitando bastante, pois eu fazia no mínimo três esportes a cada 2x na semana. Claro que quando eu parei as coisas aconteceram de maneira mais rápida – e, óbvio, os comentários também – o que gerou em mim um sentimento de inferioridade bem grande. Eu fiz dietas? Fiz, claro. Mas agradeço por eu ter sido forte (ou fraca?) e não ter entrado numa onda muito hard a ponto de ter prejudicado (tanto) minha saúde, mesmo tendo desenvolvido uma bulimia branda que escondi minha vida inteira e acho que, inclusive, é a primeira vez que estou falando sobre. Enfim, eu cresci, a adolescência foi indo embora e (quase) todas as nóias foram junto. Quando entrei na Universidade pra cursar Gastronomia a minha situação com a balança foi piorando. Engordei 20kg em 4 anos e até hoje nunca me livrei deles, pelo contrário. Mas nessa época eu já havia me estabelecido psicologicamente e estava aprendendo a lidar com meu corpo, a saber o que funcionava nele, a saber o que eu mais gostava e poderia valorizar. De lá até aqui, então, fui criando uma autoestima para me amar acima de qualquer coisa. Claro que às vezes ela cai um pouco, é natural, mas eu tento não me abalar tanto com comentários alheios.

 O meu ponto de vista é: se eu não me amar ninguém vai fazer isso por mim. Quando eu penso que posso ser bonita gorda não quero dizer “sejam todxs gordxs”, estou apenas afirmando para mim que a minha aparência não altera quem eu sou e que quem não gostar de mim pela aparência, sinto muito, mas só vai perder a chance de me conhecer melhor. Eu não posso me crucificar todos os dias por ser gorda se isso não vai mudar do dia para a noite. Eu tenho que me amar no presente e não numa indefinida magreza futura. Muito do típico físico é questão de metabolismo, além de hereditariedade, nem sempre está ligado à alimentação. Quando eu digo “ame suas curvas” não estou dizendo: se entupa de porcaria. Acho que quem ama cuida, portanto cuide de você. Hoje minha alimentação é muito melhor do que há alguns anos, mas não pra alcançar um corpo magro, mas sim porque sinto que me faz melhor.

 Quando eu criei o blog foi para exercitar novos jeitos de me vestir e quebrar algumas ditaduras da moda, pois muito de meus gostos pessoais iam contra as regras. Além, claro, de que havia algumas amigas engordando e se achando a pior pessoa do mundo por isso e se enterrando em leggings e batas e me questionando como eu conseguia me vestir bem e achar roupas tranquilamente; e eu quis tentar ajudá-las um pouco nisso. Foi assim, inclusive, que descobri um gosto pela moda que eu nem sabia que existia dentro de mim. E com essa descoberta, a cada dia, venho descobrindo que sou capaz de me amar cada vez mais. E espero que seja assim com todo mundo um dia.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ah, a liberdade!

Feriadão bateu na porta, arrumei a mala e me mandei pra curtir os dias de folga com os primos.
Hoje em dia tenho uma mania mega master de fazer malas reduzidas ao extremo e acabei levando só o look que eu tinha pensado pra noite. Eu já havia usado ele pra trabalhar, só que bem mais comportado e de salto. O que pensei foi: saia cintura alta + blusa amarrada pra formar um cropped + bota de cano curto. Mas tudo que eu queria mesmo era experimentar a sensação de botar a barriga à mostra. Logo ela, a tão subjugada barriga. O look ficou assim:



Eu não testei o look antes de montar a mala e, no fim, não gostei da bota na produção, mas eu só tinha levado ela e uma havaianas, então não tive opção. Eu me incomodo um pouco com o achatamento (complexo de altura, é nóis) gerado por uma peça midi + bota de cano curto, mas foi bom porque foi mais um processo a trabalhar e ser trabalhado futuramente.
Eu super achei que ia trocar a blusa ou amarrar ela mais comportadinha antes de sair de casa, mas pensei "o corpo é meu, quem tiver achando feio que não olhe".

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Blusa: Coliseum
Saia: Brechó
Bota: Usaflex