quinta-feira, 7 de maio de 2015

Destino: Belém do Pará

Esse post vai fugir um pouco do tema do blog. Apesar de que o Amado Armário é um blog bem pessoal, portanto ficar focada em apenas um assunto não iria funcionar por muito tempo, mesmo.

Bom, eu sempre tive muita vontade de conhecer o Norte do país. Confesso que a vontade era por conta da gastronomia e que eu não fazia muita ideia do que iria fazer além de comer. Esse ano eu decidi realizar esse pequeno sonho - e mais além: foi a primeira viagem que fiz completamente sozinha. Aproveitei o feriadão de Tiradentes e me mandei pra Belém do Pará.

Cheguei em Belém na sexta-feira por volta das 23h num pouso bem turbulento e com um céu carregado de relâmpagos, mas apesar de assustador foi uma das imagens mais lindas que já vi na vida. Fiquei hospedada no Belém Hostel. E eu recomendo muitíssimo! Os meninos (Breno e Fernando) começaram com o hostel há pouco tempo e estão em fase de melhorias constantes. O hostel fica super bem localizado, entre duas avenidas principais, a Presidente Vargas e a Assis de Vasconcelos, e dá pra ir andando tranquilamente para os pontos turísticos, além do bônus de ser bem pertinho do Ver o peso e da Estação das Docas.

Dia 1:

No sábado levantei bem cedo e quando estava pronta para sair, conheci a Patrícia, que estava dividindo quarto comigo. Era o primeiro dia dela para circular pela cidade também, então nos juntamos e fizemos o trajeto turístico da cidade todo à pé e com o GPS nos guiando. Dá pra fazer super de boa, mas não esqueçam de passar protetor solar. Eu fiquei com um belo bronze de macaquito no meu corpo.
Seguimos pela Praça da República/Teatro da Paz para chegar ao Pólo Joalheiro.








De lá seguimos para o Mangal das Garças. Resolvemos não seguir o GPS e ir pela indicação de uma moradora. Fomos parar na orla do Rio Guajará. Coisa linda, gente. Mas tinha um problema: pra chegar ao Mangal tivemos que passar por um trecho que só tinha paredão dos dois lados e era super deserto. O caminho do GPS evitava esse local, mas em compensação não teríamos caminhado pela orla.








De lá partimos para o Complexo Feliz Lusitânia, onde encontra-se a Casa das Onze Janelas, o Forte do Presépio, a Catedral da Sé e outros demais prédios e atrações. É muito pertinho do Mangal das Garças, basicamente só fizemos seguir reto numa rua que mais parecia que eu estava em Salvador/Olinda.







Depois de fazer todo esse circuito estávamos famintas e resolvemos ir para o Mercado Ver o Peso/Estação das Docas para almoçar, mas fomos interrompidas pela tromba d'água diária de Belém, o que atrasou ainda mais nosso almoço quase jantar. Maniçoba, filhote ao tucupi, jambu, camarões e o sorvete mais delicioso desse mundo.



Almoçamos e resolvemos fazer o passeio do entardecer pela orla do Guajará. O barco sai da Estação das Docas mesmo. Compramos os bilhetes com uma hora pro barco sair e resolvemos esperar na Amazon Beer até dar a hora de embarcar. Pena que tava muito nublado e não vimos o sol se pôr, mas o passeio foi maravilhoso ao ritmo do Carimbó.




Depois de tudo isso voltamos ao hostel. Mas tava rolando festinha de aniversário de um dos donos, conhecemos mais uma galerinha que tinha acabado de chegar e enquanto o pessoal se organizava pra fazer um happy hour na Amazon Beer eu fui visitar um ex professor, jogar conversa fora e cheguei nas Docas quando o garçom veio anunciar que ia fechar. Sim, a Docas fica aberta só até meia noite, então se você viaja com o intuito de badalar, corra de lá.

Dia 2:

A galerinha que conheci no sábado à noite ia fazer um passeio pela floresta, navegando pelos braços do Rio Guamá. A agência cobrou R$150/pessoa para fazer o passeio. Eu me interessei em ir, mas tava bem pirangueira, além de que o plano pro domingo era ir até Mosqueiro e Icoaraci passar o dia de borest na prainha de rio. Mas resolvi pesquisar como era a Ilha do Combu e descobri que a travessia para os restaurantes custava míseros R$4/pessoa. Informei aos meninos e já como o cara da agência acabou furando com eles, resolvemos arriscar ir até o ponto de travessia negociar com um morador local para nos levar para navegar pelos braços do rio. Melhor opção impossível. Para fazer o passeio gastamos exatos R$28 incluso a ida e volta para a ilha. Foi o melhor passeio que fiz! Sem planejamento, sem expectativa, sem nada. Eu nem sabia da existência da ilha, afinal. Foi incrível e recomendo a todos!!!












Paramos na Filhas do Combu. Uma mini empresa que produz chocolate orgânico e 100% cacau. Tudo na beira do rio. Lindo, sustentável, delicioso.







Para almoçar paramos no Saldosa Maloca, restaurante mais famoso da ilha. Comemos pirarucu, camarões rosa com molho de pupunha, filhote ao tucupi com jambu. Tudo delicioso!






Voltamos para o hostel e fomos tirar um cochilo para ir a Icoaraci ver o Carimbó, mas tava todo mundo tão exausto que resolvemos ficar a noite pela cidade mesmo. Fomos num restaurante/lanchonete chamado Portinha que é I N C R Í V E L. Eles fazem uns lanches gourmetizado com os produtos locais que é de comer rezando. <3

DIA 3:

Os meninos seguiram para a Ilha do Marajó, mas já como meu voo era na madrugada da terça e eles só voltariam pela manhã porque tem que pernoitar na ilha acabou não rolando pra ir. Aproveitei o dia pra bater perna pelo centro, fazer compras no Ver o Peso e tentar aproveitar a cidade de maneira menos turística.








Já como eu tinha tempo, aproveitei para ir até Icoaraci, já como o Museu Emilio Goeldi estava fechado. Peguei um engarrafamento monstro, mas cheguei. Andei pelo centro e na orla, mas não demorei. Gastei mais tempo me deslocando do que aproveitando a tarde por lá. Na volta eu ia parar na Basílica de Nazaré e no tacacá da Dona Maria, mas dormi no ônibus na volta e só acordei na Estação das Docas e acabei indo pro hostel. Mas a sorte é que a Patrícia estava voltando de Mosqueiro e resolveu parar por lá e pediu um tacacá pra viagem pra mim e eu pude me deliciar.





Finalizamos a noite na Amazon Beer com um pessoal que tinha acabado de chegar ao hostel e finish! Passei a noite arrumando mala e me segurando pra não dormir e não perder a hora de ir ao aeroporto.

Eu recomendo a todo mundo que conheça a cidade. É linda, tem um monte de coisa pra fazer e eu quero voltar de novo! Faltou alguns pontos turísticos, a ilha do marajó e muitas delícias para provar!

Um comentário:

  1. Arrasou Prof.!!! Amei!!! Só aumentou minha vontade de conhecer Belém!!!

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